sexta-feira, 1 de abril de 2011

Se fosse vida...





Sem paixão, ela morria...
Sem amor não havia vida.
Sem teus olhos, nada brilharia!

Era fim de linha, fim de vida
Mas nos pulsos, vida ainda corria...
Fria, densa...
Assim era aquela agonia
De fim de trilha
De fim de vida

Sem paixão, ela morria
Seu coração não mais batia
Latejava de dor
Era assim que batia...
E que pulsava...
Que Punia
Que Ardia
E que Mantinha!
E aquilo...Ah aquilo...!
Não era mais vida

Era um coração triste que batia,
Mas que não vivia.

Esqueceu as roupas e outras relíquias
Pensou no rosto que não mais sorria
Lembrou dos olhos que nunca mais vira

Pensou no vento, que nunca mais vinha
Pensou na vida...
Relíquia!
Que não mais existia...
Fim de linha...
Próxima estação
Coração batia...
Era vida?
Não...
Ela já não mais existia...
O que batia?
...
Fim de linha
Partida

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vivia...




Tudo meio estranho , meio esquisito.
Surpreendente novo...
Velho conhecido!

Confissões...
confusões,
confundia tudo...
Batia de frente, errava o muro...

Frente , rente...Face, dentes!

Amor perdido, submetido, derretido
Destemido...

Supria, mantia...envelhecia...
Sentia, erguia, construía...
Saia, vinha...
Deixava, voltava
Arrastava, esfolava....
Matava, mas amava
Sangrava, mas gozava...

Era claro, preto
Vermelho, quente

Esquecia-se
Partia-se

De partidas...
De feridas...
De vidas...
Divididas

Nossas
E outras vindas...

Deixava,
Dormia
Envelhecia
Morria.

Vivia...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem me dera!




Desandei a rimar...
Meu mundo com a suas palavras...
Soltas ao vento
Perdidas no tempo...
Carentes de amor
Carregadas de dor...

Olhei lá pro alto
Medi seu salto
Acolhi sua queda
De portas abertas!

Andando só...
Meia num mundo
Meia num fundo...

Sozinha arrastando...
Os lenços e o vento
As roupas e o tempo!

Arrastando as palavras
Escolhidas a dedo
Jogadas ao vento
Perdidas naquele tempo...


Em que eu rimava suas quedas
Com minhas esperas
Ah...

Quem me dera!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sujeito...




Em vez de rostos...
Sombras!

De uma face desconhecida...
Mas sem inibição, do poder de destruição...
E a esta alma, que carece de imunidade contra o mal
Feridas justas, ou injustas
De lições que não se aprendem em escola
Nem em vida é tão claro como lousa e papel...

E o sujeito segue sangrando
Sujando o caminho
Desapegado do seu trilhar...
E não vê as curvas
E isso é o de menos...
Não vê as paisagens e os riachos portadores da sua cura
Portadores da vida que é sugada, neste cego trilhar....

O sujeito em vida, só aprendeu a caminhar e sangrar...
Chora por pretexto de mudar...

Sujeito sem face
Sujeito sem vida ...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sem intenções...


Quantos sonhos ficam debaixo do travesseiro?
Quantas boas idéias tratadas como devaneios?

Miragem ou alucinação?
Apenas uma sensação...

Sem intenção segue-se na vida
Com presságios, loucuras...
Medos e anseios...
Algo com pitada salgada de lágrimas
Ou densos sorrisos que massageiam sua expressão.

Pense que a crença está no amanhã
Que reserva algo diferente de hoje
Mesmo que aparentemente tenha a mesma cara
Em intensidade é diferente...

Continue acreditando!
Pois o combustível está ai...

E sabe aqueles sonhos debaixo do travesseiro?
Simbora! Já passou da hora de acordá-los!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Libertino


Libertino,
Não tinha o que temer
Uma vida pra cuidar
Uma alma pra salvar
Um corpo pra manter

Libertino
Em essência pura,
Era cheiro e prazer...
Um vilarejo
Um esconderijo
Uma montanha

Libertino vinha
E passeava com o vento
Sua essência impregnava nos poros
E no mar, onde todos banhavam-se!

Libertino
Era canção
Luto após morte
Afago de Adeus
Um beijo quente
Uma saudade fria

Libertino
Inebriava
Encantava
Apaixonava

Mas Libertino ia...
Esvaia-se
Despia-se
E desaparecia...

Libertino era a canção
A lágrima da madrugada
A voz rouca
O olhar perdido

Libertino era vida
E era morte

E pra você?
O que era Libertino?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sim, consciência!

Texto de 30.07.10

Nas sutilezas do acaso, perco-me entre os vãos e repletos momentos.
Sabedoria e sensações...
A tona para quem tem um corpo que vive e se submete a sentir,
O repleto e o vazio...

Suspeitas, mas nunca a certeza!
Apenas o que teme, o medo!
Assim, é seu principal vilão
O que lhe priva de saber mais
Ou estar mais preparado...

Engata a ré, fecha os olhos e deixa bater...
A dor dura segundos, minutos, horas, dias e anos até!
Mas dizem que ela não é eterna...
Ameniza, entedia-se
E vai embora.

Tudo depende do quanto você valoriza essa dor
E se torna escravo dela e da piedade do mundo.