quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock - 13 de Julho


Rock ultrapassa a definição: gênero musical

Rock virou um estilo de vida, uma forma de pensar, uma forma de agir, sentir e até amar.

Amar? Sim ...Amar! Nós roqueiros somos apaixonados pelo som que nos desperta vida, sentimentos, memórias, sensações, curtição...

O rock direciona nosso caminho, naquela longa estrada...Nos faz companhia, até com uma guitarra imaginária, ou baquetas em bateria invisível...

Ousamos o rock num altar...Num depoimento, numa declaração, de amor ou ódio!

O Rock é meu estilo de vida, é o que respiro e a descrição do meu sentido...

Sabem a expressão:“Rock na veia”? ...Pois é,rsrs. É mais ou menos isso...Tá no sangue que nosso coração bombeia e espalha para o resto do corpo...Num bate cabeça, nos pés nos pedais...Nos dedos na guitarra, na voz rouca que grita, no suor e lágrima...De fãs, ídolos, ícones, stars, grunges, solitários e multidões...Enlouquecida, apaixonada e muito roqueira!

domingo, 11 de julho de 2010

Tempestade





Tempestades em dias secos
Revelam o frio daqui
Refletem o medo e o caos
Que por hora, possuem por completo
Traz rouquidão a voz
E a neblina ao olhar...

Revelam partes de uma história
Até hoje mal contada
Desvenda mistérios
Mesmo na escuridão

A tempestade traz mansidão....

Esqueço o frio, o vazio
Dias assim, umedecem minha pele de sol
Alivia a queimadura
Expõe a limpa face do ser e estar...


Sou sublime em querer a tempestade para purificar-me
Rearranjo, recomeço...
Realejo!
Respiração em sincronizadas pausas

....

O nada é completo
Assim como tudo é incompleto
O que falta aqui
Não existe
E nunca existirá...

Será espaço vazio eterno
A lembrar-me todo dia
A tocá-lo e vivê-lo
Sentir e sê-lo...


Se assim é
Sou o nada...e completa sou
Tenho nada a procurar mais
Só a saudade do que nunca existiu
A perpetuar na minha alma
Doer
Chorar
Despistar
Manter-me exclusa em momentos solícitos
Manter me só
Sem ninguém, neste vazio profundo

Porque ao entender que
Todo entardecer admirado
Lágrimas irei oferecer,
E de tristeza, noites embriagarei-me
E de medo...Atarei minhas mãos
E desacelerarei os passos

Mas continuo...

Vivo assim e continuo

Sem entender
Sem ser
E sem querer.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Espreita" - Por M.Cestari e Tatiana




Queria ver de outros olhos
Outros sonhos...

Que ainda não são os meus
Somente ainda não são os meus.

Queria sentir todos os gostos que já não eram só seus
Cheiros em mim já impregnados.

Quero flertar seus cabelos
Desembaraçar nos seus lábios
Sonhar nos seus seios
Dormir no seu colo
Viver no seu ventre...
... devaneios, relampejos, surpresas...

Acordar entre meios
Preencher espaços
Pernas, braços e desamassos
Uma; outra dor ao acaso
Pés descalços no mesmo barro
Vivos de fato, em pelo e contato

Cabeças pensas no mesmo sentimento
No espaço de um corpo...
...único no mesmo abraço.

No mesmo olho
No mesmo luar que acolhe.

Refugio...
Casa...
Lar...

aguardo...

espreito...

Respeito o Tempo
Respeito o Vento
Respeito o Intento


Esse acaso...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"O cinza do vazio" por M. Cestari


Plena a Maré
Alma que aquieta a maré.
Se bem quer? Não o é!
Se vai contra luta.
Plena e absoluta.
Foge a conduta.
Também não o é!
Respeita a Lua, respeita o Sol.
O estado vazio inreflete o estado só.
Respeita a cheia, respeita o amor.
A vazante plena
Preenche uma qualquer dor
Logo se esquece
Logo tão logo
Se acende uma vela
Assopra, apaga
Se estende ao bem mar
E do tudo a passar
Sempre nada se compreende em quão breve estar
Se Aprende sempre
Aos olhos dágua em tal breve e pleno assim suspirar.
MC

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O cinza do vazio...


Alegria tomada
Arrastada
Vazia..
Faz Silêncio dentro de mim
Nem ecos tem aqui...

Sem som
E nem espaço para sentir...
Meu coração num vácuo infinito
Sem rumo
Sem destino

Hora, lágrimas frias escorrem
Hora, lágrimas quentes queimam a pele do rosto
Não sei dizer
Nem entender

O que passa
E o que vem
Há de quem saber?

Sonhos, reflexos indignos
De almas que agonizam
E abonam supostas realidades impostas

Não luto mais contra
Nem a favor...

Deixa ser assim
Já que assim o quer...
Deixa queimar
Arder, doer...
Deixa matar
Agonizar
Sofrer...
Deixa, deixa...

Hora frestas de luz aparecem
Hora o sol domina tudo
E a visão se perde
Hora a escuridão tem vultos
Hora a escuridão é um silêncio e um nada absoluto.

Não sonho
Não choro
Não vivo

Encaro de frente e rente
Que venha o mundo
Que venha a vida, ou morte...
Se isso é uma luta
Algo como questão de sobrevivência
Lutarei com as armas implícitas que tenho
Não estou desafiando ninguém
O tudo me desafia
E se assim o faz é porque deve ter medo
Insegurança sobre mim
Alguma ameaça devo representar enfim...

Já assim,
O perdedor nisso tudo não sou eu
Quieta aqui
Espero que o mundo venha
Venha me enfrentar,conflitar
E tentar ganhar...
O que? Não sei...
Mas se é minha vida que quer ganhar...
Tome...está aqui
Não impeço mais de levar...

Fim ou Começo
Não sei...Quem sabe o meio

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Além dos sonhos" continuação por M.Cestari


E o que ela fez com o laço vermelho que anseia esse todo anseio?
Acolheu-o em si tal qual amuleto...
Ou lhe destinou o destino certo e vazio de um qualquer objeto?
Sonhos presos de uma vida finita
Que não se limita ao simples cotidiano de um qualquer ser humano.
O gorro a prendia as idéias simples,
Metódicamente sonhadas e planejadas na vida mortal.
Sem ele ela se liberta,
Seus sonhos não estão mais presos ao mesmo e ao teto.
O intento, bem ou mau intencionado,
Agora é pleno dela, nesse seu absorto estado.
Estado que extravasa o volume métrico da chícara de tomar o chocolate cotidiano.
Sentimento que extravasa o tênue sentido que nos permite olhar.
Ela chorou sonhos.
E acordou decidida e plena dos seus ideais.
MCestari

sábado, 5 de junho de 2010

Além dos sonhos...




Além de sonhos distribuídos num buquê
Ele lhe deu uma caixa com laço vermelho
Continha figuras, imagens e fotografias de pessoas de vidas desconhecidas ...
E de carro, à noite...
Ela sentiu falta de ar...Resolveu caminhar pela rua
Para sentir o ar nos pulmões...
O movimento do corpo
E não pode parar de pensar no que ele estava fazendo na sua vida...
Nos sonhos que lhe deu e nos rostos que tanto falava...
Mesmo não conhecendo-os!


Deixou o gorro num galho d’arvore...
Alguém haveria de se aquecer com ele
E sentir um pouco dela...

Lá dentro dela...
Haviam fotografias que nunca tinha tirado...
De pessoas que nunca conheceu

Parou num café, pediu um chocolate...
Conteve-se para não pedir um colo e um cobertor também...
Era a noite fria que traziam alguns sentimentos ...

Ela sabia que precisa de um outro teto

Havia choro em sua garganta...
O chocolate quente dilatava-a
O nó desatava...
E ela chorava...