domingo, 19 de junho de 2011

Vento que ecoa...










Vento que ecoa...
E bate a porta!

Vento que ecoa...
E que uiva...

Se aquece ali, com seus meios...

Vento Ecoa...
Saudade aperta o peito...
Sensações estranhas....

Uma certeza....
Uma verdade...
Um novo ponto de vista...

Observação!

Vento Ecoa
E me traz boas novas
Sobre o mundo
Sobre o tudo ...

Vento Ecoa
E eu sorrio...
E ele me traz seu sorriso!
E eu me alegro...
E eu me aqueço neste sol de inverno
E neste abraço me encaixo
E neste cheiro me embriago...

Vento Ecoa...
E é um pouco de paixão...
Com um pouco de inibição...
E de realização...
Ahh... Uma degustação!

Vento Ecoa...
Pro aceno de adeus...
Que aperta o peito
E dai novamente....

Ecoa!

Como uma despedida...
Mas é daquelas...
De meio-dia, sabe?
...
E eu sorrio...
E antes de dormir...
Penso em você!

Enquanto o vento ecoa...
E enquanto o vento uiva...

domingo, 1 de maio de 2011

Lá no fundo dos meus olhos....



No fundo dos meus olhos há uma fonte profunda e escura...
Água gelada de rio, que escoa e seduz...

Lá no fundo dos meus olhos, no fundo da fonte
Há desejos...
Sonhos perdidos, congelados numa noite qualquer...
Lá e ali...perdidos numa cor que muda...
Conforme sente, conforme se emociona....
Lá no fundo dos meus olhos, há rochas e pedras preciosas...
Há transparência após a cor escura....
Há calor...
Há vontades...
Há seus beijos e suas memórias.. bem ali
No fundo dos meus olhos
Há você!
Inteiro mergulhado em mim
Envolto em mim
Há seu calor, meu calor..Nosso calor...
Bem ali
No fundo dos meus olhos
Pupilas dilatadas...
Medos omissos...Espasmos!
Silêncio...
E de repente...
Um mergulho de surpresa....
Sua certeza, minha real surpresa...

No fundo dos meus olhos
Castanhos...
Escuros
Há profundezas...
Há tristezas
Há memórias
Há alegrias...

No fundo dos meus olhos...
Há sua imagem refletida
Em dias de chuva
Em dias de sol...
Em dias de lua...
Há você ali, como emblema...


Há você ali...
Que mergulhou
E me conquistou!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Se fosse vida...





Sem paixão, ela morria...
Sem amor não havia vida.
Sem teus olhos, nada brilharia!

Era fim de linha, fim de vida
Mas nos pulsos, vida ainda corria...
Fria, densa...
Assim era aquela agonia
De fim de trilha
De fim de vida

Sem paixão, ela morria
Seu coração não mais batia
Latejava de dor
Era assim que batia...
E que pulsava...
Que Punia
Que Ardia
E que Mantinha!
E aquilo...Ah aquilo...!
Não era mais vida

Era um coração triste que batia,
Mas que não vivia.

Esqueceu as roupas e outras relíquias
Pensou no rosto que não mais sorria
Lembrou dos olhos que nunca mais vira

Pensou no vento, que nunca mais vinha
Pensou na vida...
Relíquia!
Que não mais existia...
Fim de linha...
Próxima estação
Coração batia...
Era vida?
Não...
Ela já não mais existia...
O que batia?
...
Fim de linha
Partida

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vivia...




Tudo meio estranho , meio esquisito.
Surpreendente novo...
Velho conhecido!

Confissões...
confusões,
confundia tudo...
Batia de frente, errava o muro...

Frente , rente...Face, dentes!

Amor perdido, submetido, derretido
Destemido...

Supria, mantia...envelhecia...
Sentia, erguia, construía...
Saia, vinha...
Deixava, voltava
Arrastava, esfolava....
Matava, mas amava
Sangrava, mas gozava...

Era claro, preto
Vermelho, quente

Esquecia-se
Partia-se

De partidas...
De feridas...
De vidas...
Divididas

Nossas
E outras vindas...

Deixava,
Dormia
Envelhecia
Morria.

Vivia...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem me dera!




Desandei a rimar...
Meu mundo com a suas palavras...
Soltas ao vento
Perdidas no tempo...
Carentes de amor
Carregadas de dor...

Olhei lá pro alto
Medi seu salto
Acolhi sua queda
De portas abertas!

Andando só...
Meia num mundo
Meia num fundo...

Sozinha arrastando...
Os lenços e o vento
As roupas e o tempo!

Arrastando as palavras
Escolhidas a dedo
Jogadas ao vento
Perdidas naquele tempo...


Em que eu rimava suas quedas
Com minhas esperas
Ah...

Quem me dera!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sujeito...




Em vez de rostos...
Sombras!

De uma face desconhecida...
Mas sem inibição, do poder de destruição...
E a esta alma, que carece de imunidade contra o mal
Feridas justas, ou injustas
De lições que não se aprendem em escola
Nem em vida é tão claro como lousa e papel...

E o sujeito segue sangrando
Sujando o caminho
Desapegado do seu trilhar...
E não vê as curvas
E isso é o de menos...
Não vê as paisagens e os riachos portadores da sua cura
Portadores da vida que é sugada, neste cego trilhar....

O sujeito em vida, só aprendeu a caminhar e sangrar...
Chora por pretexto de mudar...

Sujeito sem face
Sujeito sem vida ...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sem intenções...


Quantos sonhos ficam debaixo do travesseiro?
Quantas boas idéias tratadas como devaneios?

Miragem ou alucinação?
Apenas uma sensação...

Sem intenção segue-se na vida
Com presságios, loucuras...
Medos e anseios...
Algo com pitada salgada de lágrimas
Ou densos sorrisos que massageiam sua expressão.

Pense que a crença está no amanhã
Que reserva algo diferente de hoje
Mesmo que aparentemente tenha a mesma cara
Em intensidade é diferente...

Continue acreditando!
Pois o combustível está ai...

E sabe aqueles sonhos debaixo do travesseiro?
Simbora! Já passou da hora de acordá-los!